O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, realizou esta terça-feira (27 de Julho) uma visita de trabalho à província do Niassa para acompanhar no terreno a execução do plano estratégico de desenvolvimento agrário e avaliar o ecossistema produtivo da região.
Durante a jornada, o governante inspecionou infra-estruturas estratégicas para o fortalecimento das cadeias de valor agrícolas e pecuárias, nomeadamente:
Fábrica de Ração: Unidade crucial para alavancar e dar sustentabilidade à cadeia de valor avícola local;
Unidade de Processamento de Feijões: Infra-estrutura voltada para a agregação de valor e comercialização de leguminosas;
Matadouro em Construção: Empreendimento destinado a modernizar o abate e o processamento de carne na província.
Ao fazer o balanço do percurso, o ministro mostrou-se optimista em relação aos avanços registados:
"Saio bastante animado porque, de facto, há um trabalho que já está a ser feito e que precisa de ser concluído, modernizado e ampliado", afirmou Roberto Albino.
A Investigação Agrária como pilar da Segurança Alimentar
Um dos pontos mais expressivos da visita ocorreu na delegação provincial do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM). O Ministro reforçou que a verdadeira transformação do sector agrário no país passa, inevitavelmente, pelo investimento contínuo na ciência, na inovação biotecnológica e no desenvolvimento de sementes adaptadas.
Na visão da tutela, o aumento da produtividade e a escala industrial não podem depender do acaso ou de métodos empíricos, exigindo o suporte científico que o IIAM proporciona.
"O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique tem estado a libertar variedades nossas, adaptadas às nossas condições agroclimáticas e de alta produtividade. Esta é a grande certeza", concluiu o governante.
O Papel do IIAM na Modernização do Sector Agrícola
A aposta no IIAM centra-se em pilares estratégicos decisivos para o futuro de Moçambique:
Variedades Resistentes: Criação e disseminação de culturas com elevada resistência a pragas, doenças e choques climáticos (como secas e cheias);
Aumento do Rendimento por Hectare: Transferência de tecnologia para que os pequenos e médios produtores consigam colheitas superiores sem necessidade de expansão desordenada de área;
Soberania Alimentar: Redução progressiva da dependência de sementes importadas, garantindo que o país disponha de variedades certificadas e desenvolvidas localmente para sustentar a agroindústria.
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