O Distrito de Mocuba foi palco, nesta segunda-feira (27 de Julho de 2026), de uma sessão do Diálogo Nacional Inclusivo, iniciativa que congregou representantes das forças políticas, organizações da sociedade civil, confissões religiosas, sector empresarial, instituições académicas e do Estado, num exercício de auscultação pública orientada para a consolidação de consensos em torno das reformas estruturantes do País.
A sessão foi dirigida pelo Senhor Albino Paulo Manguene, Coordenador da Brigada do Diálogo Nacional Inclusivo indigitada para a Zambézia, e contou com a presença do Senhor Elton de Sá, Secretário Permanente Distrital, Membros do Governo Distrital e demais individualidades representativas dos diferentes segmentos da sociedade.
Na ocasião, Elton de Sá destacou que o diálogo constitui um instrumento essencial para reforçar a participação dos cidadãos na construção de consensos sobre matérias de interesse nacional, incentivando os participantes a apresentarem contribuições responsáveis e orientadas para o desenvolvimento do País.
O encontro decorreu num ambiente de diálogo franco e participativo, incidindo sobre matérias consideradas determinantes para o futuro da Nação, entre as quais:
A revisão da Constituição da República;
O aperfeiçoamento do quadro jurídico-eleitoral;
Os mecanismos de gestão e aproveitamento dos recursos naturais.
Paralelamente, foram apreciados os demais pontos constantes da agenda nacional, proporcionando aos participantes a oportunidade de exporem preocupações, apresentarem propostas e partilharem diferentes perspectivas sobre os desafios do desenvolvimento do País.
Intervindo na ocasião, Albino Manguene exortou os presentes a privilegiarem o interesse colectivo em detrimento de posicionamentos político-partidários, religiosos ou de natureza individual, defendendo que a construção de consensos constitui um pressuposto indispensável para a preservação da paz, da estabilidade institucional e da coesão social. Acrescentou ainda que o êxito do processo dependerá da capacidade dos moçambicanos em transformar a diversidade de opiniões num património comum ao serviço do desenvolvimento nacional.
Prosseguindo, explicou que o Diálogo Nacional Inclusivo se desenvolve de forma faseada. A primeira etapa compreendeu a realização de consultas públicas ao nível dos distritos, postos administrativos, localidades e mesas-redondas provinciais. Seguiu-se a fase de sistematização das contribuições provenientes de todo o território nacional e da diáspora moçambicana, culminando com a formulação de propostas submetidas à Mesa do Diálogo Nacional, que servirão de base para a apreciação e definição das reformas consideradas prioritárias para o País.
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