BEIRA — Um clima de insegurança e apreensão tomou conta dos residentes do 22.º bairro, situado na zona da Cerâmica, na cidade da Beira. Em causa está o surgimento de uma nova tática extorsiva adotada por grupos criminosos que atuam na região, recorrendo a chamadas telefónicas durante a madrugada para coagir os moradores.
Segundo relatos colhidos no local, os assaltantes contactam as vítimas nas horas mortas da noite alegando que se encontram posicionados do lado de fora das residências. Sob ameaça direta de invasão e morte, os criminosos exigem a abertura das portas e a entrega imediata de valores monetários.
Falta de Resposta Policial e Clima de Terror
A origem dos dados telefónicos utilizados no esquema permanece incerta, o que aumenta o receio entre a população local. A ausência de suspeitos diretos é generalizada, uma vez que a comunidade partilha da mesma situação de vulnerabilidade. Como consequência do ambiente de intimidação, os residentes viram-se forçados a impor um recolher obrigatório informal, evitando circular na via pública após as 18 horas.
Uma das moradoras afetadas relatou ter recorrido às autoridades para formalizar a denúncia, acompanhada por uma vizinha, tendo inclusive fornecido o contacto telefónico utilizado pelos infratores. No entanto, segundo a vítima, os agentes em serviço desvalorizaram a queixa, tratando o episódio como uma eventual alucinação.
Exigências da Comunidade
Perante o agravamento da situação e a alegada inação policial, os residentes do 22.º bairro exigem a instalação urgente de um posto policial na zona da Cerâmica, bem como o reforço do patrulhamento ostensivo para devolver a tranquilidade à comunidade.
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