A escassez de combustíveis voltou a paralisar e a causar apreensão em várias cidades moçambicanas. Em centros urbanos como Nampula, longas filas formam-se desde as primeiras horas da manhã nos postos de abastecimento. Relatos recolhidos junto de mototaxistas apontam que a situação se agrava devido ao desvio de combustível para grandes compradores de revenda, em prejuízo do consumidor comum.
Posição do Executivo
Diante do cenário de rutura de stock, o Executivo moçambicano afirmou não ter ainda identificadas as causas exatas do desabastecimento. Durante uma conferência de imprensa em Maputo, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, adiantou que estão a ser recolhidos dados para apurar a origem do problema verificado desde o final de semana.
Críticas da Academia e Análise Económica
Em reação à postura oficial, o economista e docente universitário Samuel Simango considerou a resposta governamental insuficiente e reveladora de fragilidade institucional frente aos grupos económicos dominante no setor:
Fuga à Responsabilidade: O analista aponta que qualificar a resposta como "dúbia" reflete uma falha na capacidade do Estado em antecipar crises estruturais na economia.
Pressão dos "Cartéis": De acordo com Simango, a atuação de certos grupos privados sobrepõe-se, em vários momentos, à gestão pública, fragilizando o controlo do mercado e elevando o custo de vida da população.
Impacto no Quotidiano: A instabilidade no fornecimento e os custos acrescidos dos combustíveis afetam diretamente os transportes e a produção agrícola, encarecendo a cesta básica de bens de consumo.
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