ZAMBÉZIA — Já estão no terreno os trabalhos de reparação ao longo de 165 quilómetros da Estrada Nacional Número 1 (EN1), especificamente no segmento que liga Nicoadala a Chimuara. A intervenção visa devolver a fluidez ao tráfego rodoviário e melhorar a circulação numa das artérias mais críticas do país.
As obras, divididas por três empreiteiros, contam com um envelope financeiro de cerca de mil milhões de meticais, repartidos entre os troços Nicoadala–Lua-Lua (400 milhões), Lua-Lua–Zero (162 milhões) e Zero–Chimuara (400 milhões).
Crise de combustível atrasa maquinaria pesada
Apesar das equipas estarem a avançar com o tapa-buracos, escarificação e revestimento asfáltico, a escassez de combustível na região está a condicionar o ritmo dos trabalhos. De acordo com Roberto Tonissai, delegado provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE), o abastecimento dos equipamentos pesados tem exigido soluções extraordinárias, incluindo a emissão de credenciais especiais para o transporte de combustível.
Insegurança e saques preocupam caminhoneiros
Para além do mau estado da via, quem circula pela EN1 enfrenta graves problemas de segurança. Transportadores de longo curso, em particular no percurso entre Inchope e Caia, relatam que a lentidão forçada pela degradação do asfalto os torna vulneráveis a assaltos. Grupos armados com lâminas têm rasgado as lonas dos camiões em marcha para saquear mercadorias, levando os motoristas a exigir um reforço urgente da proteção policial na rota.
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