As autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) autorizaram a liberação de uma embarcação retenida sob suspeita de carregar passageiros infectados pelo vírus Ébola. A liberação ocorreu após a confirmação de um erro de identificação sobre a rota do navio.
Em entrevista à rádio RFI, o Ministro da Saúde do país esclareceu que o bloqueio foi motivado por informações incorretas. Inicialmente, suspeitava-se que o transporte havia partido de Kisangani — zona com histórico recente de contágio da doença. No entanto, apurações posteriores confirmaram que a viagem começou na província de Mongala, região sem registros do vírus.
Mortes a bordo e resultados de exames
A abordagem ao barco ocorreu após um passageiro apresentar sintomas associados ao Ébola e ser retirado da embarcação. O indivíduo acabou por falecer, mas não foram coletadas amostras biológicas para diagnosticar a real causa da morte.
Durante o período de retenção, registraram-se outros três óbitos no navio, incluindo os de duas crianças. Contudo, as análises laboratoriais descartaram a presença do vírus:
Testes negativos: Todos os exames realizados nos mortos e em outros passageiros sintomáticos deram resultado negativo para Ébola.
Sem surto confirmado: Nenhum caso da doença foi detectado entre os ocupantes da embarcação.
Monitoramento sanitário reforçado em direção à capital
Apesar da liberação do barco, o Governo congolês confirmou que manterá um cerco sanitário rigoroso nas vias fluviais que dão acesso a Kinshasa.
A fiscalização atua em um raio de 65 quilômetros da capital, inspecionando barcaças e embarcações de transporte de passageiros para evitar eventuais riscos de propagação de doenças na região.
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