Comerciantes de Chókwè acusam autoridades e forças de segurança de extorsão e apreensões ilícitas
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Cerca de 30 produtores e vendedores de carne no distrito de Chókwè denunciam estar a ser vítimas de cobranças ilícitas e confiscos arbitrários por parte de autoridades veterinárias, do chefe de operações local, e de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
Segundo os afetados, as extorsões intensificaram-se desde agosto. O grupo relata que são exigidos pagamentos de 500 meticais por cabeça de gado para evitar o confisco dos animais. Numa das acções mais recentes, quatro cabeças de gado — avaliadas em 150 mil meticais — foram alegadamente levadas durante a noite por uma equipa que incluía membros da Polícia e da Guarda-Fronteira.
Os operadores, que garantem possuir toda a documentação legal da carne adquirida, questionam o envolvimento e o papel de forças como as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), o SERNIC e a Guarda-Fronteira nas operações de fiscalização, alegando graves prejuízos financeiros e desconhecendo o paradeiro do material apreendido.
A insatisfação agrava-se com o facto de o matadouro local estar encerrado desde 2017. Os comerciantes apelam ao Governo para a reabertura urgente da infraestrutura, essencial para o exercício legal da atividade de que dependem para sobreviver.
Resposta das autoridades A Polícia nega taxativamente as acusações de corrupção. Carlos Macuácua, porta-voz da PRM na província de Gaza, justificou o reforço da fiscalização em pontos críticos como Chókwè, Mandlakazi, Mapai e Mabalane com a necessidade estrita de salvaguardar a saúde pública e travar a comercialização irregular. As autoridades asseguram que os comerciantes cumpridores das normas e com o processo devidamente regularizado não têm razões para recear as operações.