Preservação Cultural em Foco: Daniel Chapo Defende Papel do Estado na Proteção do Legado Musical Moçambicano
Em Maputo, o Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu que a preservação da música e das artes em Moçambique deve ser assumida como uma responsabilidade do Estado. O objetivo é garantir a continuidade do legado deixado pela geração de artistas que, há mais de 50 anos, molda a identidade cultural do país.
As declarações surgiram após a participação do Chefe do Estado no concerto “Gratidão”, que reuniu em palco os prestigiados músicos Wazimbo e José Mucavele. Chapo explicou que a sua presença serviu para homenagear não apenas a dupla, mas toda uma geração que acompanhou marcos decisivos da história nacional, incluindo a proclamação da Independência.
Para assegurar o futuro das artes e fortalecer a ligação entre educação e cultura, o Presidente destacou várias medidas e prioridades de investimento:
Expansão do Ensino Musical: O Governo planeia expandir a Escola Nacional de Música para as regiões Centro e Norte, com a meta de, futuramente, garantir pelo menos uma escola de música por província.
Infraestruturas Culturais: Criação de mais casas de cultura para incentivar a transmissão intergeracional de conhecimentos.
Indústrias Criativas e Economia: Fomento dos setores artísticos como fonte de rendimento para os criadores, receita fiscal para o Estado e motor de atração do turismo a nível regional e internacional.
Ao classificar a colaboração em palco entre artistas seniores e jovens como uma "mistura de gerações", Daniel Chapo reforçou que "um povo sem cultura não tem identidade". O estadista concluiu sublinhando que o gesto de abraçar Wazimbo e José Mucavele simbolizou o reconhecimento coletivo da nação a todos os fazedores da cultura moçambicana.