UEM defende investigação científica focada na antecipação de problemas e soluções para o país
Durante as comemorações do 50.º aniversário do Centro de Estudos Africanos (CEA) em Maputo, a Vice-Reitora da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Amália Uamusse, defendeu que a instituição deve focar-se numa investigação científica capaz de antecipar problemas, gerar evidências e propor soluções para apoiar a tomada de decisões no país. A dirigente reforçou o compromisso do Plano Estratégico 2018-2028 de transformar a UEM numa "Universidade de Investigação", argumentando que o investimento na área é estratégico para a soberania intelectual e o desenvolvimento de Moçambique.
O evento contou também com intervenções sobre o papel histórico e o futuro do CEA:
Narciso Matos (Ex-Reitor da UEM): Relembrou a trajectória interventiva do centro em momentos marcantes da África Austral — sob a liderança de figuras como Ruth First e Aquino de Bragança — e defendeu um CEA mais ligado à sociedade e com margem de independência crítica.
Carlos Arnaldo (Director do CEA): Destacou a necessidade de o centro olhar para o futuro, apostando na interdisciplinaridade, transformação digital, internacionalização e na proximidade com as comunidades para compreender as causas estruturais dos problemas actuais.