Ossufo Momade defende paz assente na justiça, inclusão e respeito pelos direitos fundamentais
MAPUTO — Por ocasião dos 34 anos do Acordo Geral de Paz de Roma, o presidente da RENAMO, Ossufo Momade, afirmou que a estabilidade em Moçambique deve ir além do "silêncio das armas". Em intervenção alusiva à data, o líder da oposição defendeu que a verdadeira paz exige justiça, dignidade, inclusão social e confiança nas instituições públicas.
Durante o seu discurso, Momade prestou homenagem aos combatentes da democracia multipartidária e destacou os principais pilares e críticas para o futuro do país:
Inclusão e Liberdade de Expressão: Defendeu que o debate político deve ocorrer sem violência ou intimidação, exortando ao combate à intolerância e à convivência democrática onde divergências não transformem adversários em inimigos.
Oportunidades e Governança: Sublinhou a necessidade de criar oportunidades reais para jovens e mulheres, alinhando a atuação das instituições ao serviço direto dos cidadãos e à resolução institucional de conflitos.
Desafios Económicos e Infraestruturas: Apontou falhas no desenvolvimento nacional, criticando a persistência da pobreza, a elevada dependência de produtos importados, o mau estado da rede viária e o impacto da corrupção.
Segurança e Forças Estrangeiras: Abordou a crise de segurança em Cabo Delgado, fustigada pelo terrorismo desde 2017, e exigiu transparência e esclarecimentos à Assembleia da República sobre os custos e a presença de tropas estrangeiras no país.
Gestão de Desastres Naturais: Relacionou as recorrentes cheias e inundações à necessidade de políticas públicas mais eficientes e orientadas para o bem-estar e proteção das populações vulneráveis.
A terminar, o líder do principal partido de oposição apelou à preservação da reconciliação nacional e exortou jovens e mulheres a apoiarem a RENAMO nos próximos pleitos eleitorais, reiterando a ambição da sua formação política em vencer e governar o país.